TÍTULO ORIGINAL: The Butterfly Clues
AUTORA: Kate Ellison
EDITORA: Leya
PÁGINAS: 312
ANO: 2013
MINHA AVALIAÇÃO:

Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime.
O enigma da borboleta é um livro bem intenso, eu já imaginava isso, porém a personagem principal conseguiu me impressionar bastante.
Penélope tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), transtorno esse que foi agravado com a morte de seu irmão Oren. A família de Lo nunca mais foi à mesma depois dessa morte, eles não são mais uma família, são pessoas quase que estranhas morando na mesma casa. A mãe de Lo nunca se recuperou da perda do filho, e vive no quarto dopada de remédio e em depressão profunda. O pai de Lo passa mais tempo no trabalho do que em qualquer outro lugar, e não compreende as manias repetitivas que a filha tem. E Lo esta tentando seguir com a sua vida, agora mais sozinha do que nunca, sendo a garota estranha da escola que não tem amigos, e é cheia de manias das quais morre de vergonha que os outros vejam, porém não consegue não fazê-las.
E cada vez mais Penélope vai se isolando, vivendo no seu mundo particular, com todos os seus objetos devidamente organizados em seu quarto, cada um em sua posição pra que dessa forma ela possa se sentir segura. Lo tem fixação por números e objetos, os números influenciam grandemente nas suas atitudes, se algo vai dar certo ou não, pra ela depende do número que estiver aparecendo naquele momento. Lo também obsessão por alguns objetos, e isso faz com que ela chegue a roubá-los, é algo incontrolável, algo de que ela precisa pra se sentir bem, não é só ter o objeto, ela precisa pega-lo. Ela sabe que isso é errado, e ela detesta sentir essa necessidade, mas é uma vontade incontrolável que a consome e a única forma dela se acalmar é pegando o objeto de sua obsessão.
























